
O operador portuário Paulo Freitas vai encabeçar a lista da coligação CDS-PP/MPT/PPM à Câmara de Sines, nas eleições autárquicas de 1 de outubro.
A candidatura surge como uma alternativa à governação socialista, contando com a particularidade de integrar também cidadãos independentes, numa tentativa de alargar o diálogo político local. Paulo Freitas, além da actividade profissional no sector portuário, exerce funções como vice-presidente do Sindicato XXI, estrutura representativa dos trabalhadores do Terminal XXI.
Segundo os promotores da coligação, a lista aposta num discurso de “proximidade e responsabilidade”, centrado em áreas como o ordenamento do território, a promoção da actividade económica e o reforço dos serviços públicos no concelho.
Paulo Freitas conta com experiência política anterior, tendo sido candidato às eleições legislativas de 2011 e 2015, pelo CDS‑PP e pela coligação PSD/CDS‑PP, respectivamente. A sua candidatura à autarquia representa agora uma nova aposta no poder local, numa conjuntura marcada por desafios económicos e sociais.
A coligação “Unidos pelos Sineenses” compromete-se, segundo o seu manifesto preliminar, a defender os interesses da população com independência face aos partidos nacionais e a “trabalhar para que Sines não seja apenas um ponto estratégico no mapa, mas um lugar com qualidade de vida efectiva para quem cá vive”.
Algumas das prioridades do candidato são: Transparência nas contas da autarquia, desenvolvimento de habitação a custos controlados, desburocratização, avançar com a construção do canil/gatil, reforço da segurança, nomeadamente para a instalação da video vigilancia, construção de um novo quartel da GNR, reforço do contigente efectivo ou estudar a possibilidade de criação de uma Policia Municipal, querendo ainda um período mais alargado da presença de nadadores-salvadores nas praias.
Com esta candidatura, o CDS‑PP volta a ter presença directa na corrida à presidência da câmara, depois de alguns anos de ausência em termos de protagonismo político local. A Candidatura avança sem o PSD que não avança com candidatura própria.