Fábrica de baterias de lítio em Sines de gigante chinês pode estar em risco.

O projecto de construção de uma mega fábrica de baterias de lítio do grupo chinês China Aviation Lithium Battery Technology (CALB) em Sines está a ser reequacionado, apurou o Jornal Económico.

Vários motivos estarão a contribuir para esta reavaliação. Por um lado, de acordo com fontes diplomáticas, a decisão de afastar a Huawei das redes 5G nacionais está a fazer com que vários investimentos chineses em Portugal sejam repensados, seja por retaliação, seja por perda de confiança no país.

Por outro, o grupo CALB está a ter problemas na própria China. Em maio, o grupo, que é o terceiro maior fabricante chinês de baterias de lítio, despediu dois mil jovens recém licenciados que tinha admitido recentemente, num volte face que causou polémica num país que tem como desafio colocar no mercado de trabalho uns estonteantes dez milhões de jovens licenciados por ano. O despedimento em massa foi justificado pela necessidade de fazer um “ajustamento do negócio” e os jovens despedidos receberam uma indemnização de três mil yuans (cerca de 350 euros).

O governo provincial de Jiangsu abriu um inquérito ao caso e o grupo CALB tem sido fortemente criticado na imprensa e nas redes sociais chinesas. Outro revés foi a derrota, em março, num processo que fora colocado pela líder de mercado do sector das baterias de lítio na China, a CATL. O CALB foi multado em 3,7 milhões de euros por ter violado as regras da concorrência.

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