
Uma petição contra o abate de sobreiros no Parque Eólico de Morgavel já reuniu poucomais de 11.000 assinaturas.
Os signatários consideram que a justificativa do ministro do Ambiente “carece de fundamentação adequada”, e suspeitam “que interesses privados estejam prevalecendo sobre o bem-estar da população portuguesa e a preservação de nossa biodiversidade”. Nesse sentido, exigem “total transparência sobre os motivos que levaram à classificação do abate de sobreiros” como “imprescindível utilidade pública” e demandam “que quaisquer conflitos de interesse sejam esclarecidos”.
A iniciativa visa instar o Governo português a rever o despacho e reivindicar “que alternativas sustentáveis e menos impactantes ao ecossistema sejam amplamente estudadas e consideradas”. “Somente com a participação activa da sociedade e o respeito ao meio ambiente, poderemos construir um futuro mais próspero e equilibrado para as gerações vindouras”, defendem os peticionários.Pro
A Quercus, por sua vez, alerta que o projecto, “incluindo cerca de 16 km de linhas elétricas associados ao empreendimento junto ao Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina, por si só representa uma ameaça à compatibilização com a protecção da biodiversidade, pelo facto de coincidir com o corredor de migração de aves selvagens protegidas, nos concelhos de Sines e Santiago do Cacém, agravado pela afectação de 3 325 exemplares de sobreiro, com abate de 1821, em 32 hectares de povoamentos”.