
Surgiu em fevereiro de 2023 na China. Denominada EG.5, esta subvariante da Ómicron, foi detetlctada em perto de 50 países, entre eles Portugal. Não aparenta ser mais perigosa do que subvariantes anteriores e os sintomas são análogos.
1. Porquê EG.5?
A EG.5 da COVID-19 (ou “Éris”, como é também conhecida não oficialmente, em alusão a um dos maiores planetas anões do nosso sistema solar e da deusa grega do caos) é uma nova subvariante da Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2 que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou como de interesse, o que significa que os países devem segui-la com mais atenção do que outras variantes devido a mutações que podem torná-la mais contagiosa.
2. Onde surgiu?
Surgiu na China em fevereiro deste ano, sendo agora dominante naquele país asiático. Sublinhe-se que, a 9 de agosto último, a OMS avaliou a EG.5 como de baixo risco a nível global para a saúde pública, à semelhança de outras subvariantes. Até à data indicada, a EG.5 foi detectada em perto de 50 países, entre eles os Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul, Canadá, Austrália, Singapura, França, Portugal e Espanha.
3. Como se deu esta mutação?
A EG.5 tem uma nova mutação numa das suas proteínas (a parte que facilita a entrada do vírus na célula hospedeira) que pode potencialmente escapar a parte da imunidade adquirida após uma infeção ou vacinação.
4. É mais grave do que variantes anteriores?
“Não tenho conhecimento de dados que sugiram que EG.5 origina casos mais graves de COVID-19 em comparação com subvariantes anteriores”, afirmou Scott Roberts, especialista em doenças infeciosas da Yale Medicine, citado por aquela instituição. Mas os primeiros relatórios revelam que o EG.5 está a disseminar-se mais rápido do que qualquer outra variante actualmente em circulação.Ainda de acordo com a OMS, até o momento, não há registo de aumento da gravidade da doença em pessoas infectadas pela subvariante EG.5. “O risco à saúde pública está avaliado como baixo a nível global, semelhante ao risco de outras subvariantes atuais de interesse”, avalia a organização.
5. Quais os sintomas?
Não diferem daqueles que encontramos em subvariantes anteriores, nomeadamente a febre, fadiga, tosse, perda do paladar ou do olfato, dor de cabeça e de garganta, erupções cutâneas e irritação ocular.Recorde-se que, de acordo com dados avançados pela agência Lusa a 11 de agosto, “entre 10 de julho e 6 de agosto foram reportados cerca de 1,5 milhões de casos, um aumento de 80% em relação aos 28 dias anteriores, relatou o informe semanal da OMS. O número de mortos caiu 57% e ficou em 2.500. A OMS alertou que estes números não reflectem a situação real, já que os testes de diagnóstico e o monitoramento da pandemia despencaram. Na região do Pacífico Leste, as infecções aumentaram em 137% no último mês, acrescentou a organização. As autoridades sanitárias nos Estados Unidos, Reino Unido, Índia, França e Japão também anunciaram altas nos casos, embora moderadas”.