
Segundo avança o Jornal ECO, a tailandesa Indorama quer avançar com um processo de lay-off na fábrica de Sines, por um período de seis meses e abrangendo os 134 trabalhadores desta unidade.
“Sabemos, através da Comissão de Trabalhadores, que a empresa apresentou uma proposta de lay-off“, avançou à agência Lusa o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul (SITE Sul), Hélder Guerreiro.
No comunicado, o SITE Sul lamentou que, apesar de se tratar de “uma multinacional com mais cem fábricas em todo o mundo [e] com uma valorização bolsista de 150 mil milhões de dólares [cerca de 140,5 milhões de euros]”, a Indorama Ventures recuse “qualquer pagamento acrescido aos trabalhadores neste período por um problema para o qual os trabalhadores em nada contribuíram”.A Lusa tentou contactar a administração da empresa Indorama Ventures, em Sines, mas não obteve qualquer resposta.
De acordo com o sindicato, em comunicado, a administração avançou com uma proposta que engloba a paragem da produção durante “seis meses renováveis por igual período” e o pagamento de 66% do salário actual dos trabalhadores no próximo ano.
Em declarações à Lusa, o sindicalista afirmou que a proposta “é de todo inaceitável” e que “não lembra a ninguém uma empresa estar um ano parada em lay-off a receber subsídios da Segurança Social”.