
Filipe Silva, Presidente Executivo da Galp afirmou que a promessa de acabar com a CESE (Contribuição Extraordinária sobre o Sector Energético), não foi cumprida e que a taxa está a ser mais “permanente” do que seria de esperar.
“Em Portugal temos a CESE, que, infelizmente, parece que vai continuar. Começou como uma forma de reduzir o défice tarifário do sistema eléctrico – nada a ver com o petróleo e o gás – era esperado que, à medida que o défice tarifário fosse reduzido a zero, a CESE também fosse a zero. Essa promessa não foi cumprida”, falou Filipe Silva, numa teleconferência com analistas sobre os resultados da Galp no 3° trimestre.
Filipe Silva afirmou ainda que o défice do sistema eléctrico deverá aumentar em 2024 e, devido a esse detalhe, a Galp não está confiante no fim da contribuição extraordinária: “está a tornar-se mais permanente do que o esperado”.
Filipe Silva queixou-se de que a Galp “continua sujeita a tributação discriminatória”, um tema com o qual a empresa está “a lidar internamente”. “Continuamos a investir em Portugal, a adaptar a nossa refinaria em Sines, […] a última coisa de que precisamos, além da taxação normal, é de mais taxação extraordinária”.