
A subida do desemprego no nosso país dura há quase um ano e ao que tudo indica, é o mais grave desde o tempo da troika, mostram os novos dados oficiais apurados até setembro, divulgados pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.
A economia como um colectivo, ainda possui a capacidade de criar empregos (em termos homólogos subiu 1,2% face a setembro de 2022), mas existe um desafio novo: o volume de emprego caiu entre agosto e setembro, algo que é bastante raro de acontecer nesta altura do ano.
Estatísticas mensais do mercado de trabalho, que possuem os valores definitivos para o emprego e o desemprego até agosto e preliminares até setembro, são mais os sinais desfavoráveis que pintam a situação actual em Portugal.
No capítulo do desemprego, acumulam-se já 11 meses seguidos de aumento (desde novembro de 2022) do número de desempregados, naquele que é o maior ciclo de agravamento deste da troika.