
O movimento que interpôs uma ação judicial, em novembro de 2023, contra o abate de sobreiros para a construção de um parque eólico em Sines denunciou o “corte ilegal” de centenas de árvores naquele local.
Num comunicado divulgado, o movimento de cidadãos independentes “Juntos Vamos Salvar os Sobreiros de Morgavel” e a cooperativa Regenerativa indicam que estas árvores “estão a ser abatidas ilegalmente” apesar de o processo ainda estar a decorrer no Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Beja.
“Apesar do caso estar em tribunal, e de serem cortes ilegais, centenas de sobreiros de Sines já foram cortados nos últimos dias”, refere o movimento que, numa visita recente ao local, confirmou “o início dos trabalhos de corte”.
A acção judicial interposta pelo GAIA no TAF de Beja põe em causa a legalidade do despacho de 01 de agosto de 2023 do ex-ministro do Ambiente e da Acção Climática, Duarte Cordeiro, a reconhecer “o imprescindível interesse público do projeto eólico de Morgavel” e o consequente abate de 1.821 sobreiros para a construção de um parque eólico em Sines.
“Neste momento, o processo decorre em tribunal, mas nós acreditamos e confiamos na justiça portuguesa, nos juízes e nos advogados”, por isso, “é com perplexidade que, de repente, os sobreiros começaram a ser arrancados ilegalmente”, afirmou.
Segundo o movimento, a acção judicial interposta no TAF de Beja “visa o Ministério do Ambiente e da Ação Climática e tem como contrainteressado o Parque Eólico de Moncorvo, Lda”.