Futuro do Litoral Alentejano é alvo de acção em Sines.

Um colectivo de 20 associações e movimentos activistas irá efectuar hoje em Sines, uma acção simbólica de protesto durante o Festival Músicas do Mundo, com o objectivo de discutir o futuro do Litoral Alentejano com o público do evento.

Segundo um dos organizadores, em declarações à Lusa: “Queremos realizar uma ação simbólica na praia de Sines para conscientizar os frequentadores do FMM e a população local sobre o que está acontecendo na região”.

A acção, intitulada “Tirem as mãos do Litoral Alentejano”, visa chamar a atenção para problemas como a “(falsa) transição energética, o turismo de luxo, a agricultura intensiva, a exploração mineira e a exportação de animais vivos”, considerados pelos activistas como “a face de um modelo de exploração ambiental e humana que precisa ser detido urgentemente”.

Em comunicado, os organizadores afirmam que “o território de Tróia a Odeceixe está sendo sacrificado em nome de interesses econômicos, com graves consequências sociais e ecológicas”.

Marcada para as 15 horas na praia Vasco da Gama, em Sines, a acção pede aos participantes que usem “coletes reflectores” para aumentar a visibilidade do protesto e promover a reflexão sobre o futuro da região.

“Dependendo do número de participantes, haverá uma espécie de coreografia simbólica na areia da praia de Sines, com o objectivo de formar um S.O.S. humano”, detalhou um dos organizadores.

Entre os grupos participantes estão as associações Jardim do Mira, Monte Alegre, ProtegeAlentejo, ‘Wild Forest Garden’, e os movimentos Dunas Livres, GAIA – Grupo de Ação e Intervenção Ambiental, Juntos pelo Cercal, Juntos pelo Sudoeste, Minas Não, Movimento Juntos Vamos Salvar os Sobreiros, Regenerativa Cooperativa Integral, Roda Inquieta, e Solidariedade Imigrante.

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