
Nos últimos anos, já tivemos a “Grande Resignação”, ( a referência aos altos índices de demissões voluntárias no mercado de trabalho), o “Quiet Quitting ( O fenómeno da demissão silenciosa no ambiente de trabalho. A falta de compromisso das empresas no trabalho levou à saída de muitos colaboradores).
O novo fenómeno que actualmente sucede em inúmeras empresas ( Também na nossa região), é o evento chamado de “Great Exhaustion”. O escritor e cientista da computação Cal Newport , descreveu a “Grande Exaustão” como uma sociedade onde todos estão cansados, esgotados e sentindo que não podem sobreviver.
Tenhamos em consideração, a evolução laboral da “Maria” ( Nome fictício). A Maria trabalha como Técnica Superior de HST, numa grande empresa. Na pandemia teve de lidar com inúmeros obstáculos, problemas de organização laboral relacionada com a pandemia, problemas de saúde mental ( dela e dos colegas), problemas pessoais, uma série de eventos.Após tudo isto viu colegas a demitirem-se. Outros posteriormente a desligarem-se literalmente do trabalho, como se tratassem de zombies, cumprindo requisitos mínimos. Noutra fase começou a existir as demissões em massa, não só derivados desse cansaço dos ambientes de trabalho, de maus hábitos e práticas laborais, mas também de uma mudança no mercado de trabalho. As pessoas começaram a dar prioridade a si mesmas e às suas famílias em detrimento de carreiras. A Maria passou por todas essas fases, mas ainda permanece na empresa. É uma minoria perante um paradigma que tem afectado empresas não só em Portugal, mas lá fora.
Quando pensar que só acontece na sua empresa, não se engane. O mundo já não é o mesmo de 2019. Em 5 anos, tudo mudou. Temos pessoas que se sentem exaustão e fadiga após um ou dois dias de trabalho, e não, não é preguiça, nem é a única pessoa a passar por isto. Não quer dizer que a pessoa não faça o seu trabalho.
Quem se sente confiante e inabalável diante das incertezas políticas, sociais, económicas e comportamentais? Quem consegue manter optimismo sólido diante da quantidade de informações negativas?
Tudo isto para dizer que só com mudanças profundas e positivas, se podem evitar estes novos ciclos repetitivos.
Autora: Diana Silva – Técnica RH