Porto de Sines é um dos beneficiados com novo Terminal de Badajoz.

De acordo com Carlos Vasconcelos, Presidente da Medway que integra o consórcio que vai operar este novo terminal ferroviário de Badajoz, entretanto inaugurado, explicou as vantagens da infraestrutura para Portugal.

Os portos portugueses de Lisboa, Setúbal e Sines “vão beneficiar imenso com esta infraestrutura”, a qual vai “permitir o acesso a este mercado a custos bastante mais baixos”, frisou o presidente da MEDWAY, à margem da inauguração do terminal, em Badajoz, na Estremadura espanhola.

A infraestrutura que ‘agora’ vai entrar em funcionamento a ‘dois passos’ da fronteira do Caia, em Elvas, no distrito de Portalegre, “tem um peso extraordinário” no papel que aqueles três portos portugueses podem desempenhar, quando o Corredor Internacional Sul estiver terminado, até àquela mesma fronteira, vincou.

“Vai encurtar extraordinariamente a distância” do transporte de mercadorias, o que “significa reduzir o custo significativamente”, afirmou. Portanto, com a linha ferroviária pronta, incluindo a ligação entre Caia e Badajoz, a distância entre o Porto de Sines e esta cidade da Estremadura espanhola vai ser reduzida, exemplificou: “Em vez de ser cerca de 600 quilómetros, passa a 300 e tal quilómetros”.”Há uma redução significativa da distância, do tempo e tudo isso se traduz em menores custos”, destacou.

A Medway, que Carlos Vasconcelos disse ser “hoje o principal operador privado ferroviário de mercadorias na Península Ibérica”, integra o consórcio Extremadura Avante Logística que ganhou o concurso para operar três terminais rodoferroviários na região da Estremadura espanhola.

Carlos Vasconcelos frisou que esta operação integra o “plano de expansão” da empresa, que tinha “uma actividade reduzida” nesta zona espanhola, que possui “um potencial enorme”, mas precisava de “terminais [ferroviários intermodais] bons e eficientes”.”É uma zona exportadora, não só através dos portos marítimos, mas também por camião, para toda a Espanha e toda a Europa”, argumentou, referindo que, em relação a Portugal, “grande parte das exportações” da Estremadura sai “através dos portos de Sines, Setúbal e Lisboa”,

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