
Pedro Gomes, autor do livro “Sexta-feira é o novo sábado”, defende que o mundo passou por transformações profundas, mas o mercado de trabalho não acompanhou essas mudanças.
O economista Pedro Gomes defende a semana de quatro dias de trabalho não para tornar as pessoas mais felizes, mas sim porque acredita que, assim, será possível salvar o capitalismo. Autor do livro “Sexta-feira é o novo sábado.”, o professor de economia da Universidade de Londres em Birkbeck afirma que o mundo passou por transformações profundas ao longo das últimas décadas, mas o trabalho não acompanhou essas mudanças. O resultado são funcionários estafados e famílias exaustas.
Mas frisa a necessidade de que as mudanças sejam graduais e bem planeadas, com diferentes soluções sendo encontradas para diversos sectores.
Gomes coordenou o Projecto-Piloto da Semana de Quatro Dias organizado pelo governo de Portugal em 2023, para implementar a semana de quatro dias em 41 empresas voluntárias. Ao fim do período de teste, apenas quatro empresas quiseram voltar para a jornada de cinco dias por semana.
Historicamente, ele diz que essas transições sempre foram acompanhadas de grande resistência do sector empresarial, mas afirma que encarar a mudança traz grandes benefícios para economia. “A adaptação é muito mais fácil do que, de partida, as empresas vão dizer”, afirma.