Ecoslops deseja renegociar subconcessão com Galp em Sines.

A francesa Ecoslops, que possui uma unidade no Terminal de Granéis Líquidos dentro do espaço do Porto de Sines e que se dedica à transformação de resíduos e detritos marítimos em betume e combustível, através da refinação e reciclagem, opera há uma década em Sines e pretende renegociar a concessão que mantém com a Galp até 2027 para poder construir e exportar, desde Portugal, a próxima geração de infraestruturas.

A empresa é ainda responsável pela gestão do tratamento de todos os resíduos e utilidades dos cinco terminais do porto de Sines que são recolhidos, separados, acondicionados nas instalações e enviados para os centros de tratamento.

O CEO Vincent Favier explicou recentemente à Lusa que: “Os activos existentes nesta infraestrutura, que foram transferidos para a nossa esfera, estavam em muito mau estado. A administração portuária nunca investiu, deu parte do negócio à Galp que também nunca investiu, até que a Galp cedeu-nos a concessão e disse que seria a nossa vez de investir e fizemos o máximo que conseguimos”

No entender do diretor executivo da empresa, que já injectou 7 milhões de euros no âmbito deste acordo, “compete à Galp a responsabilidade de investir na melhoria” daquela infraestrutura. “Não é nosso dever subsidiar a administração portuária ou a Galp. Não podem pedir a uma empresa pequena para avançar com esses investimentos, porque o contrato estabelece essa obrigatoriedade”, considerou.

“Queremos assegurar a nossa presença em Sines e chegar a um acordo com a Galp para a extensão do contrato depois de 2027 e já começamos a discussão para alterar certos aspectos do contrato, porque não queremos gastar outros sete milhões para renovar os equipamentos”,

A Ecoslops aponta caminho para a criação de um “hub” no porto de Sines que permitirá desenvolver a próxima geração de unidades de reciclagem de hidrocarbonetos e exportar esta tecnologia designada “Scarabox”, a partir de Portugal.

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