
Foi há 48 anos, num Portugal ainda a atravessar o pós 25 de Abril que surgiram as primeiras eleições autárquicas livres.Sines obviamente não foi excepção à regra, numas eleições que mudaram a face do concelho.
Naquele 12 de Dezembro de 1976 em Sines, a FEPU – Frente Eleitoral Povo Unido ( Antiga coligação portuguesa formada pelo Partido Comunista Português (PCP), Movimento Democrático Português – Comissão Democrática Eleitoral (MDP/CDE) e pela Frente Socialista Popular (FSP), para concorrer às eleições autárquicas de 1976 ), venceu as eleições autárquicas em Sines com 55,01%, elegendo 5 vereadores, ficando à frente do PS com 37,99%, que elegeu os restantes 3 vereadores.
O jovem Presidente eleito, Francisco do Ó Pacheco, bancário, ( eleito com 28/29anos), tornava-se assim o primeiro Presidente após o 25 de Abril, tendo prosseguido no cargo entre 1976 e e 1997, e depois presidente da Assembleia Municipal de Sines entre 1998 e 2009.
A democracia autárquica consolidada continuou e elegeu posteriormente Manuel Coelho, Médico, assumiu a Câmara em 1997, para só sair em 2013, tendo iniciado esse percurso como autarca da CDU e posteriormente saído como Independente através do Movimento SIM – Sines Interessa Mais).
Em 2013, outra mudança, com a eleição do ainda Presidente Nuno Mascarenhas, economista, que conseguiu 3 maiorias absolutas, cujo último mandato termina em 2025, após o limite de mandatos aprovado pelo Governo PSD/CDS-PP de Passos Coelho.
Em 2025 irá ser eleito o 4° Presidente da Câmara Municipal de Sines. A Democracia essa, esperemos que continue, na senda da eleição de cidadãos que contribuam para a melhoria contínua de um concelho que tem um potencial imenso, mas igualmente uma identidade muito própria.