
Tem sido recorrente nos últimos anos, e sucedeu este mês.
Um bebé nasceu em casa em Sines e outro nasceu na ambulância dos Bombeiros Voluntários de Sines. Apesar de ambos os casos estarem relacionados com Sines, a situação sucede em praticamente toda a região do Litoral Alentejano.
O facto dos Bombeiros e os Profissionais de Saúde terem conhecimento, experiência e capacidade de reacção tem sido o principal motivo para que estes episódios tenham tido o melhor dos acompanhamentos e ainda bem que assim é.
Os vários governos tem esquecido a zona do Litoral Alentejano, desde da altura em que houve a transferência do Hospital do Conde do Bracial para o actual Hospital do Litoral Alentejano.
Falam em números e rácios como a justificação para não haver uma Maternidade naquele hospital, esquecendo que obrigam por um lado, as grávidas a fazerem centenas de quilómetros para Beja ou Setúbal, e por outro lado a terem as equipas preparadas para essas viagens que são desaconselháveis num estado de pré-parto.
Os governos podem ter esquecido, as autarquias da zona conformaram-se, não reagindo e lutando para alterar este desfecho.
Nada indica que em 2025 o cenário seja diferente. Mas as populações deveriam ter acesso a esta resposta, para evitar estas situações, mesmo que sejam pontuais.
Contudo, um grande bem-haja aos Bombeiros e Profissionais de Saúde pelo papel desempenhado na salvaguarda destas situações.