
Portugal assumiu-se desde cedo como um ponto de amarração de cabos submarinos a nível internacional, muito graças à sua posição geográfica privilegiada, atraindo o interesse de gigantes tecnológicos como a Meta, a Amazon, a Microsoft ou a Google.
Os cabos submarinos tem tido uma enorme preponderância no que concerne a dados, na velocidade e transmissão de informação e assegurando mais de 97% da internet.
Existem quatro localidades em Portugal continental que possuem ligações aos cabos atlânticos que de certa forma ligam o mundo, entre elas, Sines.
Quantos cabos possuem ponto de amarração a Sines e que características possuem ?
EllaLink: Foi a primeira ligação directa de alta velocidade por cabo submarino entre a Europa e a América do Sul. O projecto de construção do cabo submarino de transmissão de dados foi aprovado em 2019 e vem trazer uma capacidade de 100 Tb de transmissão de dados e ligação a 6 datacenters.
Olisipo: Cabo submarino composto por 288 fibras, de 4,3 Petabits que está ligado a Sines e por sua vez a Lisboa. A empresa diz que 110 quilómetros desse cabo está enterrado, tendo sido reforçado com um sistema blindado e protecção extra da costa através do Horizontal Directional Drilling em Sines.O Olisipo vai fornecer conetividade directa POP a POP entre os principais centros de dados localizados em Sines e Lisboa.
A curto/médio prazo irão existir mais dois em pleno funcionamento:
Projecto Atlantic CAM terá 3 812 km de extensão total e será constituído por um sistema em anel com seis pares de fibra ótica, com capacidade total estimada de pelo menos 150 Tbps que compara com os 300 Gbps do atual CAM (incremento x 500). O Atlantic CAM integrará também uma componente inovadora SMART (Sensor Monitoring And Reliable Telecomunications), para deteção sísmica, monitorização climática e ambiental e transmissão de dados para fins científicos, para o que conta com a colaboração do IPMA – Instituto Português do Mar e da Atmosfera e irá estar ligado ao continente a Sines.
Nuvem: Que vai ligar a costa leste dos EUA à costa sul de Portugal a uma velocidade impressionante de 384 terabits por segundo (Tbps). O cabo submarino Nuvem terá as suas extremidades amarradas na Praia de Myrtle, na Carolina do Sul, e em Sines, no Alentejo. Além disso, o projeto inclui uma derivação de 124 quilómetros para uma conexão com São Miguel, nos Açores, e outra para as Ilhas Bermudas. O cabo submarino Nuvem terá as suas extremidades amarradas na Praia de Myrtle, na Carolina do Sul, até Sines.