
O reputado botânico e taxonomista Jorge Paiva, que escreveu mais de 500 artigos científicos e cuja carreira se desenvolveu na Universidade de Coimbra criticou numa entrevista, o abate de sobreiros em Sines.
Na entrevista que foi alvo no Linha da Frente da RTP1, no decorrer da reportagem “Abate a peso de ouro” da jornalista Sandra Salvado, ( que também passou na RTP3 ), em relação ao abate de sobreiros para a construção de um parque eólico em Morgavel, afirmou :
“Não pode ser um ministro a dizer corte-se esta árvore por utilidade pública. Não pode ser. E uma ávore classificada. Isto é um ecossistema brutal. Quando se derruba uma árvore destas derrubaram-se, mataram-se, eliminaram-se muitos seres vivos. E, por isso, é que nós andamos a brincar. Neste momento, a gaiola onde estamos metidos só tem 25% das florestas que existiam quando nós aparecemos na terra. Isto é gravíssimo! Eu acho que só tenho uma palavra para isto: É um crime! É um crime nacional! E, portanto, isto tem que ser travado ou pela lei oupela Assembleia da República.”
O caso ainda se encontra em tribunal, numa iniciativa do grupo de cidadãos “Juntos Vamos Salvar os Sobreiros de Morgavel” e a cooperativa Regenerativa que interpuseram nos finais do ano passado, um recurso judicial, no caso dos sobreiros cortados ilegalmente, após o Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja ter determinado “a inutilidade superveniente da providência cautelar” que havia sido interposta para procurar impedir o corte das árvores no âmbito do projecto do Parque Eólico de Morgavel.