Relançamento do concurso do Terminal Vasco da Gama travado pelas eleições.

Foi no programa “Conversa Capital” – Antena 1/ Jornal de Negócios, que Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, indicou que o plano estratégico para os portos, que tinha um investimento previsto de 4 mil milhões de euros, não vai ser aprovado por este Governo, após a queda do mesmo na sequência da moção de confiança rejeitada no Parlamento

O plano estratégico tinha Sines na mira, nomeadamente no relançamento do concurso de um novo Terminal de Contentores, denominado Vasco da Gama que já tinha sido alvo de diligências durante a vigência do anterior Governo PS.

A 25 de Julho de 2019, o então governo PS tinha lançado o diploma que estabelecia as bases da concessão do novo Terminal Vasco da Gama. O diploma estabelecia as bases da concessão e autoriza o lançamento do concurso público internacional para a concessão de exploração, em regime de serviço público, de um novo terminal de contentores no porto, incluindo o seu projecto e construção.

Na altura, era indicado que o novo terminal teria uma capacidade de movimentação anual de 3 milhões de TEU e um cais com um comprimento de 1.375 metros com 3 posições de acostagem simultânea dos maiores navios do mundo (400 metros de comprimento, 60 metros boca e capacidade 24.000 TEU), tendo igualmente uma área de terrapleno de 46 hectares, 15 pórticos de cais e fundos de -17,5 m ZH.

O investimento total previsto na altura rondava os 642 milhões de euros de fundos privados a cargo da futura entidade concessionária. O concurso lançado em meados de 2019, já era alvo de cobiça por parte da China e dos EUA – Na altura liderados por Donald Trump na sua primeira passagem pela Casa Branca, numa altura em que havia disputas comerciais entre ambas as partes, tal como sucede no actual momento. Estaria previsto entrar em funcionamento em 2024.

Posteriormente a Covid-19 e o seu impacto no mundo e no Shipping, retirou interesse em investimentos desta natureza. Em 2022, foi lançado outro concurso, tendo havido revisão das bases de concessão previstas no primeiro concurso, mas não teve sucesso.

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