Ministério Público: Climáximo promoveu crime ambiental quando tentou “sabotar” refinaria de Sines.

A descrição foi feita: “Um grupo com o rosto tapado por capuzes e máscaras de proteção individual e munido de smartphones para partilharem o momento nas redes sociais cortou a vedação e entrou na Station Block Valve 1, estação que dá acesso a um oleoduto que liga a refinaria de Sines a Aveiras, um local considerado de “elevada perigosidade”, de acordo com a notícia avançada no Expresso.

Segundo o Ministério Público de Setúbal, os atcivistas manusearam uma válvula que controla a pressão no oleoduto, “na tentativa de cortar o fluxo do combustível”. Só que a rodagem do volante dessa válvula, por si só, “não permite o seu fecho”, sendo que a acção do grupo em Sines parece considerada tentativa de sabotagem.

Os activistas por si, acusam o Ministério Público de ser cúmplice da indústria fóssil. Este episódio segue na sequência de uma “acção não violenta de desobediência civil e de bloqueio” à refinaria da Galp em Sines para exigir o “encerramento planeado e gradual” da unidade até 2025.

Para este grupo de activistas pelo clima, “100% da energia consumida em Sines” deve ria ser “renovável e produzida localmente por uma entidade municipal gerida democraticamente”. Na altura, a Climáximo propôs a criação de “um serviço público e descentralizado no sector energético” que implique “uma reconversão para 100% renovável até 2030”.

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