Prolongamento do conflito do Mar Vermelho continua a beneficiar Porto de Sines.

​O prolongamento do conflito no Mar Vermelho tem provocado significativas alterações nas rotas marítimas internacionais, afectando o comércio global, mas tem tido efeito benéfico para portos estratégicos como o de Sines, nomeadamente no sector contentorizado.

Após a mudança do ano, em que um cessar-fogo dava perspectivas, o colapso desse mesmo cessar-fogo na Faixa de Gaza e os subsequentes bombardeamemtos dos Estados Unidos no Iémen, por ordem do Presidente eleito dos EUA, Donald Trump, os rebeldes houthis tomaram a decisão de retomar os ataques a navios no Mar Vermelho.

Neste mês de Março, reivindicaram um novo ataque contra navios militares dos EUA, em retaliação às acções americanas na região. Além disso, ameaçaram atacar qualquer navio israelita que transitasse nas águas próximas, caso Israel não levantasse o bloqueio à entrada de alimentos e ajuda na Faixa de Gaza.

A escalada de violência levou muitas companhias de navegação a desistir mais uma vez, ( por enquanto) do Canal de Suez, continuando a navegar a rota Cabo da Boa Esperança, que apesar de ser mais longa e aumentar custos de combustível, proporciona segurança a tripulantes e carga.

Nos primeiros meses de 2025, o Porto de Sines registou um crescimento superior a 20% na carga movimentada, reflectindo a sua importância e utilidade perante este cenário marítimo internacional adverso.

O prolongamento do conflito no Mar Vermelho e a consequente alteração das rotas marítimas têm colocado desafios significativos ao comércio global. Contudo, portos como o de Sines tem proporcionado essa alternativa segura perante o desenvolver do actual contexto geopolítico.

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