
O episódio do corte generalizado de hoje, fez relembrar muitos do encerramento da central termoelétrica em Sines.
A central, pode ser para uns, um símbolo de poluição, para outros era um símbolo de independência energética.
A central termoelétrica de Sines, que entrou em operação em 1985, chegou a fornecer cerca de um terço da eletricidade consumida em Portugal durante a década de 1990, mas foi gradualmente perdendo relevância, representando apenas 4% do consumo elétrico nacional em 2020, segundo informações da REN.
A antiga central da EDP, tinha iniciado a sua actividade com uma produção de 0,8 Terawatt-hora (TWh), o que correspondia a cerca de 4% do total de eletricidade consumida no país (19 TWh).
Nos anos seguintes, a importância da central no sistema elétrico cresceu, atingindo mais de 34% do consumo nacional em 1991 e 1992, e mantendo-se acima dos 25% durante vários anos consecutivos.
Enquanto Portugal encerrou a central a carvão de Sines em 2021, vários países europeus, como Alemanha, Polónia e República Checa, continuam a operar centrais a carvão para garantir a sua independência energética, especialmente em resposta às recentes crises no fornecimento de gás natural.