Habitação acessível em Sines deverá estar concluída até ao final de 2028, diz Presidente da APS

Como referido no artigo anterior, a APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) quer avançar com a construção de dezenas de habitações a custos acessíveis para dar resposta a um dos maiores desafios atuais da região: A escassez de oferta habitacional que ameaça comprometer o crescimento económico e a fixação de mão de obra qualificada.

Em declarações ao Jornal de Negócios, o presidente da APS, Pedro do Ó Ramos, confirmou que a construção das casas deverá arrancar no final de 2026, com conclusão prevista para o final de 2028.

“Esperamos que as casas estejam concluídas no final de 2028”, afirmou, explicando que o objectivo é garantir soluções de habitação que estejam alinhadas com os rendimentos dos trabalhadores do sector portuário e logístico. O investimento, estimado em 10 milhões de euros, prevê a edificação de entre 50 e 70 fogos num terreno com 6.467 m², actualmente classificado para comércio e serviços. Para tornar o projecto viável, a APS já pediu à Câmara Municipal de Sines a alteração do plano de pormenor que regula o uso do solo na zona em causa. Pedro do Ó Ramos sublinha que o problema da habitação em Sines está a tornar-se uma barreira real à atracção de talento, numa fase em que o porto e a região envolvente se preparam para receber grandes projectos nos scetores da energia verde, digital e industrial. “A falta de habitação no concelho é um problema que pode ter repercussões na atração e fixação de trabalhadores qualificados”, alertou. A pressão sobre o mercado imobiliário local tem vindo a aumentar nos últimos anos, alimentada por um boom de investimento nacional e estrangeiro em torno do Porto de Sines, considerado um dos pilares estratégicos do desenvolvimento económico do país. Contudo, a capacidade de resposta da oferta habitacional não acompanhou esse crescimento, levando a um aumento significativo das rendas e a dificuldades acrescidas para os trabalhadores que procuram fixar-se na região.

Nesse sentido, o projecto da APS visa também funcionar como catalisador de outras soluções de habitação a custos controlados, envolvendo eventualmente parcerias com entidades públicas e privadas. “As rendas praticadas neste novo complexo serão significativamente mais baixas do que as que se registam atualmente em Sines”, garantiu Pedro do Ó Ramos, reforçando o compromisso da administração portuária em contribuir activamente para um desenvolvimento mais equilibrado e sustentável da região.

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