
De acordo com os dados da AMT – Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, o Porto de Sines manteve-se como líder incontestado no sistema portuário comercial do continente no primeiro trimestre de 2025, com uma quota de mercado de 53% na movimentação de carga.
No entanto, foi também o porto com a quebra mais expressiva, registando uma redução de 8% face ao período homólogo de 2024, totalizando 10,5 milhões de toneladas.Apesar da quebra acumulada, Março trouxe sinais de recuperação. O mês registou um crescimento global de 2,6% no sistema portuário, com 6,8 milhões de toneladas movimentadas, prolongando a tendência positiva iniciada em Fevereiro. Ainda assim, Sines não conseguiu anular o impacto negativo do início do ano.
A tipologia de carga mais afectada em Sines foi a carga contentorizada, com uma redução de 15,2%, o que corresponde a menos 869 mil toneladas. Também os produtos petrolíferos registaram uma quebra significativa de 13,2% (menos 305 mil toneladas), e os minérios desapareceram completamente da movimentação do porto neste trimestre (menos 75 mil toneladas, ou seja, menos 100%). No sector dos contentores, Sines manteve a liderança nacional com 56,1% da quota de mercado, movimentando 399 mil TEU entre Janeiro e Março. No entanto, este volume representa uma quebra de 11,4% em relação a 2024. O porto também é responsável por 92,4% do tráfego nacional de transhipment de contentores, o qual caiu 18,3% no total do país.
Sines também observou uma redução de 12,8% no número de escalas de navios, totalizando 388 no trimestre e descendo para o quarto lugar a nível nacional neste indicador. Mesmo assim, o porto mantém a maior dimensão média de navios (47,2 mil de arqueação bruta) e a maior quota de arqueação acumulada (42,4%). Apesar das quebras, Sines registou um desempenho positivo em algumas áreas específicas, como no tráfego Ro-Ro (mais 92,1%) e no gás liquefeito (mais 5,8%). O petróleo bruto, movimentado exclusivamente no porto, aumentou 11,1%, com um total de 2,7 milhões de toneladas.
Apesar dos resultados e contexto, Sines, como principal plataforma portuária nacional, continua a ser o barómetro do desempenho global do sector no país.