
Sines já recebeu grandes nomes da música internacional, mas poucas vezes acolheu uma figura com o prestígio de Youssou N’Dour, unanimemente reconhecido como uma das maiores superestrelas africanas de sempre.
Natural de Dakar, no Senegal, N’Dour construiu uma carreira ímpar ao fundir o ritmo tradicional mbalax com influências do pop, do jazz e de outros géneros globais, conquistando milhões de fãs por todo o mundo. O seu impacto transcende a música: é também activista e teve um papel político relevante no seu país, onde chegou a ocupar o cargo de ministro da Cultura e Turismo.
Em Sines, o entusiasmo foi palpável. Um grupo de senegaleses aguardava à porta do bastidor na esperança de um autógrafo do ídolo que, para muitos, é quase uma entidade divina. Em palco, N’Dour não defraudou as expectativas: acompanhado por uma banda de catorze músicos, incluindo Assane Thiam, mestre da tama, apresentou o seu mais recente trabalho, Éclairer le Monde, sem esquecer os temas clássicos que o consagraram.
O ponto alto foi, sem dúvida, 7 Seconds, interpretado com Marema Diop no lugar de Neneh Cherry, arrancando uma ovação entusiástica do público. Um concerto memorável de um artista cuja carreira e legado continuam a iluminar o mundo.