Um mês sem pescar polvo na costa a sul da Capitania de Sines

A pesca do polvo comum (Octopus vulgaris) será interditada durante um mês, entre os dias 15 de Setembro e 14 de Outubro de 2025, na zona a sul da linha que delimita a área da Capitania de Sines.

Durante este período, é proibida qualquer captura, manutenção a bordo, descarga, exposição para venda ou primeira venda de polvo fresco. Todos os exemplares capturados de forma acidental deverão ser imediatamente devolvidos ao mar, sem qualquer excepção.

Esta interdição insere-se no regime de defeso estabelecido pela Portaria n.º 372/2024, de 31 de Dezembro, que define os períodos de paragem da pesca do polvo em diferentes zonas da costa portuguesa, tendo em vista a protecção e regeneração da espécie, particularmente vulnerável nesta fase do seu ciclo biológico. A paragem temporária visa garantir a sustentabilidade da actividade pesqueira, protegendo tanto os adultos reprodutores como os juvenis em desenvolvimento.

Para além da proibição directa da pesca, foi regulamentada, em Julho de 2025, a possibilidade de interrupção voluntária da actividade por parte das embarcações licenciadas para a pesca do polvo com artes como alcatruzes, covos, gaiolas ou piteiras. As embarcações que optem por suspender a actividade durante o defeso devem comunicar a decisão à Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM), ficando a sua licença suspensa durante os trinta dias de paragem.

Durante este período, não poderão sair para o mar, salvo em casos excepcionais previamente autorizados, mediante comunicação com três dias úteis de antecedência.Importa referir que a interdição se aplica igualmente à pesca lúdica, sendo igualmente proibida qualquer captura, retenção ou comercialização de polvo, obrigando à devolução imediata dos exemplares ao meio aquático.

Com estas medidas, as autoridades procuram garantir a preservação do recurso, assegurando que a pesca do polvo possa continuar a ser uma actividade viável e sustentável para as comunidades costeiras, respeitando os equilíbrios ecológicos e a biodiversidade marinha da região.

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