
Lena d’Água, a cantora que se destacou nos anos oitenta como uma das grandes vozes da música pop nacional, tanto a solo como com o grupo Salada de Frutas.
Ícone dessa década, afirmou-se com temas que marcaram gerações, como Sempre que o Amor me Quiser, Olha o Robot e Vígaro Cá, Vígaro Lá. Após um período de menor visibilidade, regressou aos palcos com nova energia e sofisticação, surpreendendo público e crítica.
Esta segunda fase da sua carreira revelou-se tão forte, ou até mais, do que a primeira, graças à colaboração com Pedro da Silva Martins, dos Deolinda, autor das letras e músicas dos seus dois últimos discos. Ao vivo, Lena d’Água cruza com mestria os temas mais recentes com os clássicos do passado, sempre com autenticidade, entrega emocional e arranjos eficazes.
O seu regresso conquistou um público amplo e diversificado, tornando-a num daqueles raros fenómenos da música portuguesa que agradam a avós, pais, filhos e netos. Como acontece com os Xutos & Pontapés, Lena d’Água soube atravessar gerações e manter-se relevante no panorama musical nacional.
O seu concerto no FMM, para além de um regresso ao passado, foi uma união entre várias gerações no presente. No mesmo, não deixou de relembrar o Parque de Campismo de Sines que frequentava em tenra idade, ou a questão do transporte de gado vivo que sucede no Porto de Sines ( Sendo que é vegetariana). Aos 69 anos, vive a segunda vida artística com toda a leveza e plenitude.