
Depois de, em 2024, ter alcançado o melhor resultado de sempre na carga contentorizada, com um movimento de 1,9 milhões de TEU (unidade equivalente a um contentor de 20 pés), o Porto de Sines deverá encerrar o ano de 2025 com valores inferiores aos registados no ano anterior, após um primeiro semestre considerado “muito difícil”.
“Este ano não vai ser tão bom”, reconheceu Pedro do Ó Ramos, presidente da APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve, durante a sua intervenção na Porto Maritime Week ( Iniciativa anual da revista Transportes & Negócios), num debate centrado na temática dos portos marítimos. O responsável, que assumiu neste ano a direcção do maior porto do país, explicou que a quebra de actividade se deve ao facto de a infraestrutura portuária ter permanecido 22 dias sem operação por razões “climatéricas” e também em virtude de “algum conflito laboral”.
O líder da administração referiu uma adesão “muito fraca” ( da greve convocada para esta semana )— “e ainda bem”, acrescentou. Assegurou igualmente que a empresa tem “acompanhado com muito rigor toda esta questão”, manifestando confiança em que “vão ser ultrapassadas estas questões” que têm condicionado a actividade operacional.
“Nos contentores tivemos um primeiro semestre muito difícil, mas está a recuperar paulatinamente”, reforçou Pedro do Ó Ramos.