Porto de Sines: Desaceleração marca os primeiros sete meses de 2025

O Porto de Sines, que continua a ser o principal porto comercial do país, com 54,6% da carga nacional, atravessou um período de forte desaceleração entre janeiro e julho de 2025. No total, movimentou 27,8 milhões de toneladas, o que representa uma quebra de 11,7% face ao mesmo período de 2024, ou menos 3,7 milhões de toneladas.

O destaque negativo recai sobre o segmento contentorizado, que registou uma das maiores quedas do sistema portuário nacional: -8,3%, correspondendo a menos 1,2 milhões de toneladas. Em termos de movimento físico, o porto manuseou 1,1 milhões de TEU, uma redução de 7,6% (-88 mil TEU) face ao ano anterior. Apesar de manter uma quota dominante de 57,4% no tráfego nacional de contentores, o resultado evidencia uma perda de dinamismo num dos segmentos mais estratégicos para Sines, especialmente nas operações de transhipment, que continuam a representar cerca de 73% do total. Para além da dinâmica global, o conflito laboral que ainda apanhou o final deste periodo de 7 meses, também teve o seu impacto.

Esta retração no tráfego contentorizado é particularmente relevante por refletir a sensibilidade do porto às flutuações do comércio global, à instabilidade geopolítica e às novas exigências ambientais da navegação internacional. Mesmo com crescimentos pontuais em segmentos como a carga fracionada (+9004%) e o gás liquefeito (+1,3%), o declínio no movimento de contentores marca o desempenho do porto em 2025 e reforça a necessidade de consolidar estratégias de diversificação e de valorização do hinterland.

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