
Decorreu ontem, pelas 18h, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a sessão de instalação do novo executivo da Junta de Freguesia de Sines. A cerimónia começou dentro da normalidade, com a identificação dos membros eleitos e a realização do juramento previsto por lei.
O impasse surgiu quando foi apresentada uma lista proposta pela CDU para a mesa da Assembleia, que incluía um elemento eleito pelo PS. Este, porém, manifestou indisponibilidade para integrar a lista, originando incerteza e uma pausa prolongada nos trabalhos, muito além do tempo inicialmente previsto.
Durante esse período, representantes de todas as forças políticas e movimentos independentes presentes procuraram soluções que permitissem desbloquear a situação. No entanto, o tempo revelou-se insuficiente para alcançar um entendimento.
Face ao impasse, a sessão foi suspensa e uma nova reunião foi agendada para a próxima quinta-feira, altura em que se espera que surja o tão aguardado “fumo branco” que permita a constituição formal deste órgão autárquico.
Embora esta situação seja inédita em Sines, casos semelhantes já ocorreram noutras freguesias do país. Em cenários extremos de prolongado bloqueio, a lei prevê mesmo a dissolução da Assembleia de Freguesia — conforme o artigo 14.º, n.º 1, alínea a), da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro (Regime Jurídico das Autarquias Locais).
Apesar de o processo estar temporariamente suspenso, não há, para já, indícios de um bloqueio total. A expectativa é de que, na próxima reunião, o impasse seja ultrapassado e a instalação da Assembleia de Freguesia de Sines possa finalmente concretizar-se.