
Ontem foi a instalação dos órgãos autárquicos ( Câmara Municipal e Assembleia Municipal), que decorreu no CAS, perante uma plateia muito composta.
Tomou posse o novo Presidente da Câmara Municipal de Sines, Álvaro Beijinha, as Vereadoras Fernanda Santos e Ana Dias Correia pela CDU, os Vereadores Gonçalo Naves e Jorge Mestre pelo Movimento de Cidadãos MAIS, a Vereadora Filipa Faria pelo PS e o Vereador Miguel Vaz pelo PSD.
Na Assembleia Municipal, foram apresentadas duas listas, a Lista A, encabeçada pelo Deputado Municipal Hélder Guerreiro da CDU, e a Lista B, encabeçada pela Deputada Municipal Marisa Rodrigues dos Santos do MAIS.
Ao contrário da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia, em que o cabeça de lista é automaticamente eleito directamente, na Assembleia Municipal são os Deputados Municipais que decidem quem são os membros da mesa da Assembleia Municipal.
A CDU, que não tinha maioria absoluta neste órgão de fiscalização da acção do executivo, corria o risco de não eleger os seus membros propostos para a mesa. A Lista B venceu a Lista A, ( 13 contra 10), fazendo com que a mesa da Assembleia Municipal seja composta por membros do MAIS, nomeadamente Marisa Santos como Presidente da Assembleia Municipal, Orlanda Ramos como 1°Secretário e João Soares como 2° Secretário.
A situação não é inédita no contexto local, pois em 2009, o Movimento SIM, que tinha ganho as eleições nas autárquicas desse ano, tinha proposto Ferreira da Costa para Presidente da Assembleia Municipal, tendo sido eleito José Luis Martins Batalha, que encabeçou uma lista em nome do PS, e embora o voto dos deputados municipais seja secreto, a aritmética indica que teve o apoio tanto do PS como da própria CDU.
A falta de maioria clara em todos os órgãos e a indisponibilidade de acordos entre os eleitos, irá fazer com que haja mais negociação e diálogo entre todos, ou seja uma nova fase da política local, tendo em conta que no executivo, houve sempre maioria absoluta de quem ganhava as eleições.