
O megaprojeto do Data Center de Sines, avaliado em 8,5 mil milhões de euros e apresentado como o maior investimento tecnológico de sempre em Portugal, volta ao centro da polémica.
O governo fala em progresso, inovação e transição verde. Mas o nome do projecto surge também nos autos da Operação Influencer, o processo que investiga corrupção, tráfico de influência e favorecimento empresarial em negócios públicos.
O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, anunciou a iniciativa como um marco histórico, mas o investimento foi lançado pelo governo de António Costa, hoje sob suspeita. Por trás do entusiasmo político, permanecem as perguntas: quem controla o investimento, quem beneficia do investimento e o que realmente pertence ao nosso país ?
Em Sines, o futuro avança depressa. As obras decorrem, os números projectados crescem: 12.600 chips, 1.700 empregos, 311 milhões de euros já injectados.
Mas entre servidores e sigilo, o Data Center tornou-se o símbolo não só de inovação e de futuro para o concelho, mas também faz parte de um processo que teima em não finalizar.
No final da concretização do projecto, que todos dizem ser excelente para o país, é saber o que ganhou também o concelho.