
Um total de 334 antigos trabalhadores da central termoelétrica a carvão de Sines vai receber 1,3 milhões de euros do Fundo de Transição Justa, como compensação pelas perdas salariais e pela reconversão profissional resultante do encerramento da unidade. Já foi mencionado que a medida integra-se na estratégia de apoio à transição energética justa em Portugal, assegurando que o processo de descarbonização não deixa para trás os trabalhadores e as comunidades directamente afectadas.
O financiamento, aprovado pelo Programa Regional Alentejo 2030, tem como objetivo mitigar os impactos económicos e sociais da transição climática numa das zonas mais afectadas pelo encerramento de atividades associadas ao carvão. A central de Sines encerrou em janeiro de 2021, após quatro décadas de funcionamento, durante as quais foi uma das maiores produtoras de eletricidade do país e um pilar da economia regional. Os apoios destinam-se a compensar diferenças salariais entre os rendimentos anteriores e os obtidos após a requalificação ou mudança de sevtor. A maioria dos antigos trabalhadores já foi integrada em novos projectos ou beneficiou de programas de reconversão profissional, embora ainda subsistam algumas situações de desemprego.
A região de Sines encontra-se agora num processo de transformação económica profunda, com forte aposta em energias renováveis, produção de hidrogénio verde e reforço das infraestruturas logísticas e industriais. O objectivo é criar novas oportunidades de emprego e desenvolvimento sustentável, substituindo gradualmente o peso que a central a carvão teve durante décadas.
Esta medida é apresentada como mais um passo na concretização de uma transição energética equilibrada, procurando garantir que o abandono das fontes fósseis é acompanhado por políticas de apoio às pessoas e ao território, num processo que alia sustentabilidade ambiental, justiça social e coesão regional.