
As declarações do Candidato Presidencial João Cotrim de Figueiredo durante a visita ao Websummit sobre o data center de Sines voltaram a gerar debate sobre o real impacto deste tipo de investimento.
Segundo o candidato presidencial, empreendimentos desta natureza “não são muito geradores de emprego”, sublinhando que, apesar da dimensão financeira envolvida, “o retorno em postos de trabalho directos é muito reduzido”. Para Cotrim, é importante que o país avalie se estes projectos correspondem às necessidades concretas das regiões, lembrando que “um data center cria muito impacto energético e pouca criação de valor local”.
Apesar disso, o sector dos centros de dados continua a ser visto como estratégico para o posicionamento digital de Portugal, gerando emprego indirecto em áreas como construção, engenharia, energia e serviços. A instalação destas infraestruturas contribui ainda para atrair empresas tecnológicas e reforçar a competitividade do país na economia digital.
O contraste entre o reduzido emprego direto e o potencial económico mais amplo está no centro da discussão, e Sines torna-se novamente exemplo de um investimento cujo benefício depende da forma como o território consegue aproveitar as oportunidades que surgem em torno da infraestrutura principal.
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