
As Eleições Autárquicas de 2025 em Sines confirmaram um cenário de diluição da representação para os partidos minoritários integrados em coligações. De todos os partidos que participaram, tanto o Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) como o CDS-Partido Popular (CDS-PP) ficaram sem qualquer eleito, seja na Câmara Municipal na Assembleia Municipal, ou nas Juntas de Freguesia, apesar de terem contribuído de alguma forma para coligações que conquistaram mandatos.
Os ecologistas do PEV integrou a coligação PCP-PEV (CDU), que foi a força mais votada, garantindo 3 vereadores, 7 membros na Assembleia Municipal e 4 membros na Junta de Freguesia de Sines. Contudo, a força esmagadora do PCP e a distribuição de mandatos pelo método de Hondt fizeram com que os lugares elegíveis fossem preenchidos por militantes comunistas ou independentes referenciados pelo PCP. O PEV, parceiro essencial na imagem ecologista da CDU, viu o seu contributo ser absorvido pelo parceiro maioritário, não tendo a importância de outrora.
Do lado da direita, os Democratas-Cristãos do CDS-PP integrou a lista com o PSD (PPD/PSD.CDS-PP), que elegeu 1 vereador, 3 membros da Assembleia Municipal, 2 membros na Junta de Freguesia de Sines e 1 membro na Junta de Freguesia de Porto Covo. Com um resultado modesto, a concentração de votos ditou que a representação se ficasse pelo PSD, o parceiro dominante da aliança. O CDS-PP não conseguiu que os seus candidatos fossem colocados em posições suficientemente elegíveis, confirmando a sua fragilidade eleitoral local e a ausência de um representante directo nos fóruns de decisão municipal.
Poderá ser dito que o projecto de uma coligação é comum, e que o ideário poderá ser seguido por quem foi eleito. Mas a verdade é que os resultados de 2025 em Sines sublinham que, para o PEV e o CDS-PP, a participação em coligações serviu para somar votos e apoiar a conquista de mandatos pela aliança, mas não para garantir a sua representação e voz individual.
Ambos os partidos ficam, assim, dependentes da capacidade de influência e das prioridades dos seus parceiros (PCP e PSD) para eventualmente verem as suas causas defendidas nos próximos anos em Sines.