Porque é que a Ecoslops só pode operar dentro do Porto de Sines?

A localização da Ecoslops no Porto de Sines não é fruto do acaso, mas antes uma consequência directa das exigências técnicas, logísticas e ambientais associadas ao tratamento de resíduos oleosos provenientes de navios. A empresa, dedicada à reciclagem de “slops” e óleos residuais, depende da proximidade imediata ao cais para garantir a eficiência das suas operações, uma vez que os resíduos são descarregados directamente das embarcações para a unidade industrial.

Estabelecer a instalação noutro ponto do concelho de Sines obrigaria ao transporte por camiões cisterna, aumentando significativamente os custos, os riscos de derrame e a complexidade do processo. O Porto de Sines, dotado de infra-estruturas específicas para granéis líquidos, tanques de armazenamento e redes de tubagens industriais, oferece condições únicas no país para este tipo de actividade, que opera com tecnologias próximas das de uma pequena refinaria.

Fora do perímetro portuário, seria praticamente impossível obter licenciamento para a construção de instalações com este nível de exigência industrial e de segurança. A própria integração da Ecoslops no terminal de granéis líquidos decorre de acordos estabelecidos com a autoridade portuária, que garantem à empresa o acesso directo aos resíduos dos navios, elemento central na viabilidade económica do projecto. A deslocação da unidade para outro local em Sines significaria a perda desta vantagem e tornaria o processo menos competitivo.

Além disso, a operação dentro da área confinada do porto reduz os riscos ambientais, permitindo uma resposta mais rápida em caso de incidente. Embora o concelho disponha de zonas industriais como a ZILS, nenhuma delas reúne as condições técnicas, logísticas e legais que o porto oferece.

Assim, a localização da Ecoslops no Porto de Sines revela-se não apenas adequada, mas essencial para o funcionamento seguro e eficiente da actividade de reciclagem de resíduos marítimos.

Deixe um comentário