Sines lidera nas perdas entre os maiores portos europeus.

O Porto de Sines voltou a integrar o grupo dos quinze maiores portos de contentores da União Europeia, mantendo-se na 14.ª posição do ranking. Contudo, apesar da estabilidade na tabela, o desempenho operacional deteriorou-se significativamente, com Sines a registar a maior quebra de movimento entre os principais portos europeus.

Segundo os dados mais recentes, derivados da actualização do ranking do Top 15 dos portos de contentorizados europeus divulgado pelo conceituado economista e especialista portuário Theo Notteboom, o porto movimentou menos carga, com uma descida de cerca de 9% face ao período homólogo. Esta contracção contrasta com a tendência observada noutros portos do mesmo grupo, onde a actividade se manteve mais estável ou apresentou queda menos acentuada. O desempenho negativo coloca Sines na posição menos favorável entre os quinze maiores, destacando-o como o porto que mais perdeu volume de contentores.

A discrepância entre a manutenção do lugar no ranking e a diminuição do tráfego explica-se pela conjuntura global, que afectou vários portos europeus, mas também pela incapacidade do porto de compensar a quebra através de novos fluxos ou serviços adicionais. Embora a classificação permaneça inalterada, o volume de carga movimentada evidencia um enfraquecimento da performance operacional ao longo do último ano.

A tendência negativa coloca o Porto de Sines sob atenção redobrada, numa altura em que a competitividade portuária europeia se tem intensificado e em que os principais operadores procuram alternativas mais eficientes para a circulação de cargas. O desempenho recente levanta questões sobre a capacidade de recuperação no curto prazo e sobre o grau de resiliência face às mudanças no mercado logístico global.

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