
O investimento da Microsoft no novo centro de dados de Sines coloca a cidade no topo das atenções tecnológicas europeias e, de acordo com alguns especialistas, também no radar de quem procura atacar grandes infraestruturas digitais. A proximidade aos cabos submarinos e o peso estratégico do projecto transformam Sines num ponto-chave para serviços globais de computação e inteligência artificial.
Esta nova centralidade poderá aumentar o número de ciberataques dirigidos à região, uma vez que centros de dados de grande escala costumam atrair tentativas de intrusão devido ao valor dos sistemas e informação que alojam. Não há confirmação oficial de que Portugal venha a subir para os países mais atacados da Europa, mas o risco é considerado muito credível.
Ao mesmo tempo, a operação da Microsoft inclui mecanismos avançados de defesa, capazes de reduzir significativamente estas ameaças. O impacto real dependerá do equilíbrio entre a importância tecnológica crescente de Sines e a capacidade de reforço da cibersegurança local e nacional.Com este projecto, Sines prepara-se para um papel de destaque no futuro digital, mas também para desafios acrescidos num mundo onde cada nova infraestrutura de valor pode transformar-se num alvo preferencial.