
A votação sobre a participação variável do Município no IRS revelou uma divisão política profunda, com a Câmara a aprovar a taxa máxima de 5% apenas graças aos votos da CDU e ao voto de qualidade do Presidente, depois de se ter verificado um empate.
A proposta contou com três votos contra, do MAIS e do PS, enquanto o PSD optou pela abstenção, posição que, apesar de não constituir apoio directo, contribuiu para viabilizar o aumento da taxa ao não se juntar ao bloco de oposição. O empate assim formado permitiu que o Presidente exercesse o voto de qualidade, garantindo a aprovação da medida e evidenciando que o agravamento fiscal foi adoptado sem consenso e com apoio limitado.
A decisão segue agora para a Assembleia Municipal, onde deverá voltar a suscitar debate quanto à opção pela taxa máxima.