O novo presidente da CCDR do Alentejo pode ser Ricardo Pinheiro.

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo vai a votos no dia 12 de janeiro, num processo em que tudo indica que Ricardo Pinheiro, socialista e antigo presidente da Câmara de Campo Maior, será escolhido para suceder a António Ceia da Silva na liderança do organismo.

Ricardo Pinheiro foi secretário de Estado do Planeamento no XXII Governo, liderado por António Costa, e presidiu à autarquia de Campo Maior entre 2009 e 2019. Durante esse período, liderou também a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA).

As eleições para as cinco CCDR resultam de um entendimento político entre PS e PSD para a distribuição das presidências: o PSD ficará com Norte e Centro, enquanto o PS assegurará Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve. No caso do Alentejo, o acordo prevê que o vice-presidente eleito pelos autarcas seja da indicação do PS e que o vice-presidente eleito pelo Conselho Regional seja indicado pelo PSD. Neste enquadramento, Aníbal Reis Costa, antigo autarca de Ferreira do Alentejo e atual vice-presidente da CCDR do Alentejo, deverá voltar a candidatar-se ao cargo de vice-presidente a eleger pelos municípios.

A eleição indireta dos presidentes das CCDR está marcada para 12 de janeiro de 2026, a realizar em reunião de assembleia municipal, podendo ser convocada especificamente para esse fim, em simultâneo e de forma ininterrupta em todas as assembleias municipais. No mesmo dia decorre também a eleição indireta de um vice-presidente pelas autarquias, nas instalações das comunidades intermunicipais e áreas metropolitanas, igualmente em simultâneo e sem interrupções.

Estas eleições assinalam um novo ciclo nas CCDR no âmbito da reforma administrativa aprovada pelo Governo da AD. O modelo passa a integrar um presidente eleito por autarcas e eleitos locais (presidentes de câmara, assembleias municipais e juntas de freguesia) e dois vice-presidentes eleitos: um pelos presidentes de câmara e outro pelos membros do conselho regional. Acrescem ainda cinco vice-presidentes a nomear pelo Governo para as áreas da Educação, Saúde, Cultura, Ambiente e Agricultura.

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