
A gigante do transporte marítimo MSC decidiu reorganizar a sua malha logística global, o que resultou na suspensão das escalas diretas no Porto de Sines para as rotas que ligam a Europa ao subcontinente indiano.
Esta reestruturação estratégica visa aumentar a agilidade operacional e reduzir os tempos de navegação entre os grandes mercados, afectando especificamente os serviços NWC to IPAK e Himalaya Express. Com estas alterações, os navios que partem de centros como Antuérpia, Roterdão ou Valência rumo ao Sul da Ásia deixam de passar pelo terminal português, concentrando o fluxo de mercadorias em grandes portos do Norte da Europa e do Mediterrâneo.
Embora Sines mantenha o seu estatuto como plataforma logística de relevo na Península Ibérica, esta decisão reflete a necessidade das grandes transportadoras de ajustar as suas frotas às constantes variações da procura internacional.
Na prática, esta mudança obriga o setor exportador e importador nacional a procurar novas soluções logísticas, uma vez que o transporte de carga para destinos como a Índia ou o Paquistão passará agora a exigir transbordos ou o recurso a portos alternativos na rede europeia, alterando a dinâmica habitual de escoamento de mercadorias a partir de águas portuguesas.