Galp aguarda decisão da APA para parque eólico em Sines após críticas da Zero.

O plano estratégico da Galp para transformar o complexo de Sines num pólo de energia verde enfrenta um novo obstáculo. O projecto da petrolífera para a instalação de um parque eólico na região, destinado a alimentar as suas operações industriais, recebeu um parecer negativo da associação ambientalista Zero.

A organização contesta a viabilidade da infraestrutura, apontando riscos significativos para a biodiversidade local e potenciais conflitos com o ordenamento do território numa zona de elevada sensibilidade ecológica.

A decisão final está agora nas mãos da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que deverá emitir em breve o seu veredicto através da Declaração de Impacte Ambiental. Para a administração da Galp, este investimento é considerado vital para garantir o fornecimento de electricidade renovável à refinaria e aos novos projectos de hidrogénio verde. A empresa argumenta que a produção própria de energia limpa é o caminho mais eficaz para reduzir as emissões de carbono e assegurar a competitividade de Sines no quadro da transição energética europeia.

Por outro lado, os ambientalistas da Zero defendem que o processo de descarbonização não deve servir de pretexto para negligenciar a protecção de ecossistemas e espécies protegidas. Este impasse coloca em evidência a crescente tensão entre a necessidade urgente de acelerar a transição para fontes renováveis e a salvaguarda do património natural. Caso a APA siga o entendimento da associação e chumbe o projecto, a Galp poderá ser forçada a rever o calendário de modernização das suas operações em Sines, procurando alternativas que possam encarecer ou atrasar a sua estratégia de sustentabilidade.

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