
A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, rejeitou categoricamente a ideia de que a Refinaria de Sines possa perder relevância ou controlo estratégico para o Estado português perante uma possível fusão entre a Galp e a Moeve (antiga Cepsa).
Em declarações recentes, a governante sublinhou que a criação de uma plataforma energética ibérica de grande escala poderá, pelo contrário, reforçar a resiliência das infra-estruturas nacionais num mercado europeu cada vez mais competitivo e focado na transição para fontes renováveis. O negócio em discussão prevê a integração dos activos de refinação, logística e comercialização de combustíveis das duas companhias, visando criar um operador de referência no sul da Europa.
Esta aliança surge num momento crítico em que o sector petrolífero enfrenta pressões crescentes para acelerar investimentos em hidrogénio verde e biocombustíveis, áreas onde a escala financeira da nova entidade poderá ser determinante para viabilizar projectos de elevado custo. Apesar do optimismo do Executivo, a operação tem despertado apreensão em diversos sectores políticos e sindicais. As críticas centram-se no facto de a Refinaria de Sines ser a única unidade de refinação ainda em actividade no país, após o encerramento da refinaria de Matosinhos.
A Ministra assegurou que o Governo está a acompanhar o processo com atenção, garantindo que qualquer reestruturação terá de salvaguardar os interesses fundamentais da economia portuguesa. Para o Ministério, a prioridade reside na manutenção dos postos de trabalho e na garantia de que Portugal continua a dispor de uma infraestrutura industrial moderna e capaz de liderar o processo de descarbonização na região.