APS e Repsol afirmam Sines como motor da transição energética europeia.

O Porto de Sines consolidou, esta semana, o seu papel de relevo na estratégia de transição energética do continente, servindo de palco para o debate «Rumo ao net zero: Sines e os caminhos para a descarbonização da indústria».

O evento, promovido pela Fundação Repsol em estreita colaboração com a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS), serviu para sublinhar a importância crítica deste pólo industrial e logístico na resposta aos desafios climáticos e na afirmação da autonomia energética de Portugal.

Durante a sessão, o presidente da APS, Pedro do Ó Ramos, reiterou o compromisso do porto em liderar pelo exemplo, estabelecendo a ambiciosa meta de atingir a neutralidade carbónica já em 2045. Este objectivo, que antecipa em cinco anos as directrizes impostas pela União Europeia, assenta numa estratégia de autossuficiência energética baseada em fontes renováveis, com especial enfoque no aproveitamento da energia solar fotovoltaica, eólica e no potencial das ondas do mar.

A Repsol, um dos principais operadores instalados no complexo, aproveitou a ocasião para destacar o avanço do Projecto Alba. Considerado um dos maiores investimentos industriais realizados em solo nacional na última década, esta iniciativa prevê a entrada em funcionamento, ainda durante o corrente ano de 2026, de duas novas unidades fabris dedicadas à produção de polímeros totalmente recicláveis. Este investimento reforça a simbiose entre a multinacional e a infraestrutura portuária, amparada por uma concessão que se estende até 2051. Para além das questões tecnológicas, o encontro reuniu representantes do Governo, da Ordem dos Engenheiros e das Infraestruturas de Portugal, que foram unânimes em considerar Sines como um activo estratégico insubstituível.

O debate enfatizou que a transição para uma economia de “emissões líquidas zero” não depende apenas de infraestruturas de excelência, mas também da capacidade de atrair e fixar talento qualificado, garantindo que a modernização industrial se traduz em valor acrescentado para a economia regional e nacional.

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