
O candidato apoiado pelo PCP nas Presidenciais de 2026 teve, em Sines, ( e também pelo país), um resultado que confirma uma quebra evidente de influência e que se traduz, na prática, numa derrota política pesada, apesar da leitura pública feita por António Filipe, que recusou assumir o desfecho como tal.
Se a nível nacional, ficou em 7° lugar, ( nem chegando aos 100 mil votos ), num quadro em que a esquerda surgiu enfraquecida e fragmentada, sem capacidade para disputar a sério o topo da eleição. Em Sines, de acordo com os dados apurados, António Filipe ficou pelos 3,94%, somando 258 votos.
Os números colocam o espaço tradicional do PCP num patamar baixo, distante do peso político que o partido já teve em vários momentos da sua história eleitoral
Apesar deste enquadramento, António Filipe optou por rejeitar a ideia de derrota, sublinhando que a candidatura teve um papel político próprio e que não deve ser reduzida a uma leitura de vitória ou fracasso. A posição procura preservar uma narrativa de continuidade e resistência, mas choca com a dimensão do recuo eleitoral, tanto pelo simbolismo de um resultado fraco como pela dificuldade crescente do PCP em mobilizar eleitorado fora do seu núcleo mais fiel.