
Sines foi hoje o palco de uma cerimónia de assinatura de contratos de investimento entre a AICEP e diversos grupos industriais, onde o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, aproveitou para traçar as linhas mestras da sua estratégia económica.
Perante uma plateia de empresários e investidores, o chefe do Governo enfatizou que o crescimento do país não pode ser dissociado de um mercado de trabalho que garanta, em simultâneo, a segurança dos trabalhadores e a agilidade necessária às empresas no contexto global. Durante a sua intervenção, o governante reiterou que o objectivo central do executivo passa por construir uma economia baseada em relações laborais robustas e equilibradas. Montenegro defendeu que o respeito pelos direitos de quem trabalha deve caminhar a par de uma flexibilidade operativa que permita ao tecido empresarial nacional responder com eficácia aos desafios da concorrência internacional.
Para o Primeiro-Ministro, a estabilidade social é um activo fundamental para atrair projectos de grande envergadura, como os que hoje ficaram selados para a região de Sines, abrangendo sectores críticos como o processamento de lítio e a produção de baterias. O Primeiro-Ministro abordou também a questão dos rendimentos e da carga fiscal, ligando-as directamente à capacidade de geração de riqueza. Segundo as suas palavras, a ambição legítima dos portugueses em auferirem melhores salários e pagarem menos impostos só encontrará resposta num aumento sustentado da produtividade.
Luís Montenegro sublinhou que Portugal necessita de apresentar uma “performance” superior e uma maior capacidade de resposta para se posicionar na linha da frente da economia mundial, frisando que a criação de valor é o único caminho para sustentar o modelo social e económico que o Governo pretende implementar através de um mercado de trabalho mais dinâmico e menos burocrático.
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