
O Governo português confirmou que se encontra a analisar, de forma detalhada e coordenada, as diversas opções sobre o futuro da refinaria de Sines.
A garantia surge num momento em que o sector energético enfrenta desafios crescentes, decorrentes das metas de descarbonização e da necessidade de assegurar a autonomia energética do país. Segundo as informações avançadas, os diversos ministérios com tutela sobre a matéria estão a acompanhar o dossier com o objectivo de definir o caminho para aquela unidade industrial, que é considerada uma infraestrutura crítica para a economia nacional.
O processo de avaliação foca-se na viabilidade técnica e económica das operações, sem descurar o impacto social e laboral que qualquer decisão terá na região de Sines. O executivo sublinhou que todas as decisões serão tomadas com base em critérios de rigor, procurando equilibrar os compromissos ambientais assumidos pelo Estado português com a importância estratégica que a refinaria representa para o abastecimento de combustíveis e para o Produto Interno Bruto (PIB).
A refinaria de Sines, operada pela Galp, tem sido alvo de debate quanto à sua adaptação para novos tipos de biocombustíveis e hidrogénio verde. O estudo de opções agora em curso por parte do Governo pretende antecipar cenários de evolução do mercado, assegurando que Sines se mantém como um pólo industrial competitivo e resiliente perante as alterações estruturais do sector energético global.