
O agravamento das condições meteorológicas no litoral alentejano está a ter reflexos na actividade do Porto de Sines, com condicionamentos às manobras de entrada e saída e impacto directo na programação de escalas.
A nível de escalas o mau tempo que se tem feito sentir nas últimas semanas, reduziu a operação portuária directa a zero, em virtude da falta de condições da entrada de navios no porto. Aondulação forte e o vento intenso obrigam a operar apenas quando existem condições mínimas de segurança, o que tem levado a reprogramações, esperas ao largo e ajustes sucessivos e na sua maioria desvios.
No Terminal XXI, a operação intermodal ( camião e comboio), também se ressente com o vento forte, que causa restrições devido aos limites de segurança que tem provocado paragens pontuais de equipamento e redução do ritmo de carga e descarga. Estes condicionamentos, mesmo quando temporários, traduzem-se em menor previsibilidade e em concentração de trabalho nas horas em que o tempo dá tréguas.
Sem significar um bloqueio total do porto, o mau tempo está a impor um regime de operação mais restrito e volátil, com o calendário do porto a ser determinado, em primeiro lugar, pela agitação marítima e pela evolução do vento na costa de Sines.