
A actividade de refinação da Galp caiu de forma acentuada no quarto trimestre de 2025, condicionada por uma paragem programada para manutenção na refinaria de Sines.
Com a unidade encerrada durante cerca de dois meses, o volume de matérias-primas processadas entre Outubro e Dezembro fixou-se em 9,9 milhões de barris equivalentes de petróleo, uma descida de 56% face ao mesmo período do ano anterior e também em comparação com o trimestre precedente, quando os valores tinham sido superiores a 22 milhões de barris.
A quebra na refinação reflectiu-se igualmente no fornecimento ao mercado. O aprovisionamento de produtos petrolíferos registou uma redução homóloga de 21%, para 3,0 milhões de toneladas, e caiu 26% em cadeia, num trimestre em que a indisponibilidade da refinaria teve impacto directo na capacidade de colocação de combustíveis e outros derivados.No mesmo período, a margem de refinação situou-se em 6,9 dólares por barril.
Em termos homólogos, este indicador ficou acima do registado um ano antes, mas desceu face ao trimestre anterior, num movimento associado à evolução das condições de mercado no final do ano. As vendas de produtos petrolíferos também recuaram, totalizando 1,8 milhões de toneladas, menos 4% do que no quarto trimestre de 2024 e menos 11% do que no trimestre imediatamente anterior.Fora da componente industrial, a produção de petróleo e gás da Galp subiu para 113 mil barris por dia, com a maioria a corresponder a petróleo e a restante parcela a gás natural.
No retalho, as vendas de gás natural apresentaram ligeira descida em termos homólogos, enquanto as vendas de electricidade registaram uma variação positiva face ao ano anterior.