
O Entrudo em Sines voltou a afirmar-se como uma das expressões mais características do Carnaval local, mantendo a tradição de uma festa marcada pela ironia, pela crítica e pela sátira.
O humor mordaz e também de palavrões com rima ( como habitual ), foi novamente usado como forma de comentar o quotidiano, locais e sineenses. Ao longo do evento, com personagens e encenações que recorreram ao exagero e ao trocadilho para provocar gargalhadas e, ao mesmo tempo, lançar farpas, sem perder alguma criatividade popular que serve também de “editorial” informal da nossa comunidade.
A vertente satírica, continua a ser uma das imagens de marca do Carnaval de Sines, num registo que privilegia a crítica bem-humorada em vez do confronto. Esta linguagem carnavalesca permite dizer de forma leve aquilo que, noutras alturas do ano, seria mais difícil expressar em público.
Com adesão popular e grande presença nas ruas, o Entrudo voltou assim a cumprir o seu papel tradicional: celebrar, reunir a comunidade e, pelo meio, fazer da gargalhada uma forma de olhar para a realidade, com uma sinceridade e objectividade muito acima da média normal.