Portugal ainda recebe gás russo por Sines, apesar da meta europeia para 2027.

Portugal continua a importar uma pequena parcela de gás natural liquefeito (GNL) de origem russa através do terminal de Sines, estimada em cerca de 5% do total, apesar do compromisso da União Europeia de eliminar estas importações até 2027.

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, explicou que esta situação resulta de um contrato de longo prazo detido por uma empresa espanhola, a Naturgy, que mantém entradas por Sines, o que limita a margem de actuação imediata por razões contratuais. A governante afirmou que Portugal acompanha o tema e que só poderá avançar com medidas quando existir um enquadramento legislativo europeu suficientemente forte que permita actuar sobre este tipo de contratos.

Bruxelas fixou o fim das importações de gás russo para 2027, mas admite excepções, pelo que o Governo português aguarda clarificação sobre a forma como estas regras se aplicarão a contratos em vigor. Entretanto, sublinha-se que o peso do gás russo no abastecimento nacional tem vindo a descer face a anos anteriores, mantendo-se, ainda assim, uma componente residual que entra por Sines.

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